domingo, novembro 05, 2006

Pego a vontade blogueira meio reprimida e tento me encontrar neste espaço. Um processo de construção aparentemente complicado que fica ainda mais quando um amigo do peito, um irmão, sabendo da ousadia me diz: “faz um pra mim”. Como se fosse bolo ou sanduíche, talvez seja mesmo, apenas que a receita, sendo pessoal, não serve pra outro. Em servindo, algo não vai dar certo não, ou seria do manual da D. Benta.

Volto ao blog e vou alertando que é “distilaria” sim, a Santa Flora é muito anterior a “destilaria”, como é certo, ela vem lá do fim dos anos 20 ou comecinho dos 30, não sei bem,
integrava um “conglomerado empresarial” composto por mais outras quatro
“distilarias” plantadas “estrategicamente” a partir de facilidades ao acesso à matéria-prima: batata, milho, cana, o que pudesse virar álcool, álcool para
diversos usos e exportável – já acontecia!

Da Santa Flora não me sobrou mais do que esse “retrato” aí; de uma outra do “grupo”, em Guaíba, que resistiu até que os anos 50 entrassem, ficou na memória o odor da fermentação, mamoneiras – aquelas que dos frutos que deliciam o governador (Requião, do PR) - ocupando o terreno de uma construção vazia, uma balança e seus muitos pesos, nunca vi viva alma por ali, até porque talvez esse fosse não mais do que um passeio dominical e raro.

Nada me explica também a razão de ser Santa Flora, afora o fato desta ser uma capela que virou nome de rua (ou o contrário?) no bairro da Cavalhada, em POA. Coisas do seu batismo e vontades de um empreendedor meio fora de época apostando num futuro difícil de se compreender naqueles tempos.

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