Já ouvi isso um monte e nunca pensei em repetir, parece frase antiga. Mas no meio de tanta bandalheira solta, e muito mais de imprevidênca, a frase me veio à cabeça e eu cometo essa de publicá-la. Mas ela veste bem o momento, nada novo, apenas um arremedo mal desenhado de muitos outros, mas um momento grave, outro.Começou logo após o acidente do vôo 1097, quando pareceu que pouco contou a todos os envolvidos nos fatos,do acidente em si, das razões, das buscas, se havia gente no meio da história, não parecia que havia. E continuou com mentiras e desmentidos, uma série de "eu não sabia" que agora culminam numa nova reunião inconclusa. É Brasília, gente, é Brasília!.

Tenho uma certeza: são dois brasis mesmo, o deles, o de Brasília, é o nosso. É a Ilha da Fantasia e a realidade que deve trabalhar quase 4 meses ao ano para suprir seus empregados lá... em Brasília. Eles esquecem, em Brasília, que são "servidores públicos" ou "serventuários", como queiram.Há um país real e um país imaginário, este é o deles. Lembro de uma peça do Arena, não sei se "Arena Canta Zumbi", acho que não, em que lá pelas tantas é dito: "...o Brasil é uma terra alcatifada de flores, onde a brisa faz amores... correi prás bandas do sul e encontrareis um país adormecido...", ao que o coro responde: "subdesenvolvida, subdesenvolvida, esta é que é a vida nacional!". Quer se queira, quer não, de fato somos subdesenvolvidos brincando com coisa séria. Nada além, quem sabe, de uma metáfora lulliana, meirellenta ou outros sábios, passados e presentes - nos livre Deus dos futuros!
Seguimos adormecidos, é bom para os de plantão em Brasília. Enquanto isso, aprendamos a olhar o que rola ao nosso redor (ou derredor?).
O outro País, o nosso, o Verdadeiro,inexiste para "elles", logo não conta. A nós são dados direitos, a começar por aquele de que "todos são iguais perante a lei", o problema é como exercitar isso e os demais. Falta respeito com quem paga a conta.
Alguém deve estar morrendo na fila do INSS. Por falta de respeito, só.

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