A data de 17 de julho
nunca me disse coisa alguma, exceto por, nesse dia, uns 30 e alguns anos atrás,
ter nevado em Curitiba – desafortunadamente não vi, passei por ela na véspera (eu ainda morava em Bento Gonçalves/RS). Tempos depois, adotando a cidade para viver, aprendi a cultuar o
fato, como vendido pelas notícias, fotos e papos. Agora,
num momento inesperado, acabo de descobrir que esse dia 17 de julho encerra muito mais,
como data a ser lembrada pela humanidade.
Memoriais como esse se espalham por Paris e a França, e muitos outros
cantos da Europa, contribuindo para reafirmar a crença nas
possibilidades do Homem e na Paz.. Servem como mensagem de esperança às populações locais, aos
milhares de migrantes que aportam ao continente europeu, sacodem os
turistas em seu aparente descomprometimento – não há como ignorar esses ícones.
Em meu último dia em Paris, sexta-feira última, passeando pela Gare de l'Est – ela atende aos trens de alta velocidade -,enquanto esperava pelo trem que
me levaria a Frankfurt, me deparei com outro memorial. Ele assinala as atrocidades nazistas e dos colaboracionistas, desde trabalhos forçados de jovens franceses à deportação de mais de 70.000 judeus - apenas 2.500
sobreviveram - sem esquecer de cantar a morte heroica de ferroviários na defesa da França.
Tudo para nunca ser esquecido.
Tudo para nunca ser esquecido.
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